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Programa eleitoral da Lista A
Enquadramento
A Associação Nacional para o Software Livre foi criada em 2001 por um grupo de pessoas interessados na evolução do Software Livre em Portugal.
Este grupo inicial desenvolveu diversas iniciativas tendentes a divulgar os princípios expressos pela Free Software Foundation tendo contado com o seu apoio no arranque da sua actividades.
Os estatutos e o regulamento interno constituíram-se nos documentos principais de orientação dos destinos da Associação que, por razões diversas, tem atravessado algumas vicissitudes fruto da reduzida participação dos seus associados e da disponibilidade dos elementos da Direcção que, mesmo com o sacrifício da sua actividade profissional, e vida pessoal, sempre tentaram dar o melhor contributo possível.
O adiamento sucessivo que se verificou na convocação de eleições para uma nova Direcção e o reduzido número de sócios, são bem a imagem das dificuldades de gestão por que passa a ANSOL.
No entanto, o movimento do Software Livre tem vindo a crescer em todo o mundo e também em Portugal, não obstante o alheamento do poder político que, por razões de vária índole, tem privilegiado o diálogo com empresas internacionais supostamente disponíveis para trazer investimento e vantagem competitiva para o país, no domínio das Tecnologias da Informação.
A recente criação da ESOP permitiu que fosse possível surgir outra voz no diálogo institucional com o Governo, em defesa do uso de Software Livre e de normas abertas, pois as empresas nela representadas envolvem já um valor económico e social significativo que não pode ser ignorado, face a outras empresas que até agora eram parceiros virtualmente exclusivos dos grandes negócios desta indústria com a sociedade civil e política.
Estamos perante uma realidade muito diferente daquela que existia quando a ANSOL foi criada e por tal facto existem condições propícias ao seu crescimento e consolidação, cuja existência é considerada vital por muitos actores da sociedade civil.
Ao candidatar-se à eleição dos corpos sociais os membros desta lista têm a consciência da grande responsabilidade que pretendem assumir e, por isso mesmo, tentaram juntar sócios representativos das várias sensibilidades de modo a integrar a experiência de alguns elementos das anteriores Direcções com a vontade de outros, mais recentes e por isso mesmo trazendo nova visão da realidade associativa.
Atravessamos um momento de grave crise económica no mundo e no país que os economistas mais capazes não conseguem prever como e quando acabará. Além disto Portugal tem uma situação muito difícil no que respeita ao desequilíbrio da sua balança de pagamentos pelo que o Software Livre deveria ser uma alternativa principal nos investimentos feitos em tecnologias da informação.
A elevada taxa de desemprego e a necessidade de não perder o ritmo de inovação, que prepare as empresas para responder quando da retoma económica, são outros aspectos a ter em conta na promoção e valorização do Software Livre.
O momento actual é, mais do que nunca, favorável à prossecução dos objectivos estatutários da ANSOL pelo que importa passar à prática esses objectivos através de acções dirigidas à sociedade civil.
Missão
De acordo com o artigo primeiro dos seus estatutos a ANSOL orienta-se pelos princípios do acesso livre universal a programa informáticos que respeitem as liberdades expressas nas definições universais da Free Software Foundation.
A finalidades de divulgação, promoção, desenvolvimento, investigação e estudo da informática livre expressas no artigo terceiro completam as linhas fundamentais que norteiam a ANSOL.
Tendo por base estas orientações estatutárias a nossa lista entende definir como missão para a sua actuação:
“Divulgar a informática livre junto da sociedade civil criando condições para a sua adopção pelo maior número de cidadãos, na sua actividade pessoal e profissional”
Objectivos
Para cumprir a missão que nos propomos foram definidos quatro eixos estratégicos:
- Consolidar a organização interna;
- Promover a informática livre;
- Valorizar os associados;
- Estabelecimento de grupos de trabalho.
As actividades que irão ser desenvolvidas, ao longo do biénio, respeitam estes eixos estratégicos e serão realizadas segundo um plano de actividades que têm em conta as condições políticas e sociais que são previstas para este período.
De entre os principais objectivos a prosseguir temos em atenção que os mesmos se devem adequar às condições reais que vivemos e se ligam à necessidade de obter uma massa crítica de sócios suficiente para obter autonomia financeira e representatividade social.
Mas este crescimento não é possível sem uma estrutura mínima que permita agilizar os processos de inscrição, cobrança e gestão dos associados, tendencialmente sob a forma electrónica para reduzir ao mínimo a intervenção manual e correspondentes custos de mão-de-obra.
Estando o associativismo a atravessar uma grave crise, esta é uma condicionante que não podemos deixar de ignorar pelo que são necessárias formas inovadoras para interessar os potenciais sócios, seja através de apoio técnico seja de formação que simultaneamente venha colmatar lacunas e incentive ao uso dos programas livres.
Partindo destas actividades principais que respondem às preocupações com a Consolidação da organização interna e a Valorização dos associados poderemos então atingir a dimensão crítica necessária para avançar com a Promoção da informática livre influenciado o poder político que verá então na ANSOL o representante de um grupo social importante.
De salientar que para atingir os objectivos que nos propomos e tendo em atenção a dimensão do projecto e o esforço exigido para a sua execução a Direcção se propõe criar Grupos de trabalho com competências específicas para realização de tarefas que permitam agilizar a gestão da associação.
Plano de Actividades
- Linha de acção: Consolidar a Organização Interna
- Desenvolvimento de uma plataforma destinada à gestão dos associados que permita gerir o ciclo de vida dos sócios a partir da inscrição (cobrança, apoio técnico, etc...)
- Melhorar o modelo de gestão financeira para que facilite o orçamento provisional e o acompanhamento das despesas;
- Estabelecimento de uma linha gráfica comum e coerente, nomeadamente na normalização dos modelos de documentos;
- Linha de acção: Promover a Informática Livre
- Estabelecimento de relações institucionais com órgãos da Administração Central e Local, nomeadamente
- Organização de estágios profissionais em colaboração com instituições universitárias;
- Participação em reuniões com entidades que tenham intervenção relevante na selecção de tecnologias da informação, tais como o Plano tecnológico, AMA, IAPMEI, IEFP, etc...;
- Intervenções em eventos organizados
- pela ANSOL;
- por instituições públicas ou privadas (governamentais, não governamentais, estabelecimentos de ensino, apoio a consumidores, etc...);
- por associações empresariais ou sectoriais (ANM, ANF, AIP, CIP, etc...);
- Criação de parcerias com empresas de informática orientadas para informática livre (sócias, ou não, da ESOP);
- Estabelecimento de relações institucionais com órgãos da Administração Central e Local, nomeadamente
- Linha de acção: Valorizar os Associados
- Programação de acções de formação e seminários sobre informática livre
- Disponibilidade de fórum de discussão para apoio à utilização da informática livre;
Criação de uma linha de atendimento (ticketing) para os associados;
- Criação da “carta de condução” das Tecnologias de Informação Livre que permita qualificar os sócios;
- Disponibilização de uma bolsa de emprego com indicação de oportunidades de colocação de técnicos;
- Linha de acção: Grupos de Trabalho
- Conselho Técnico – assessoria à Direcção para elaboração de pareceres e tomadas de posição;
- Plataforma Tecnológica: desenho, implementação e manutenção dos meios de suporte à actividade da Associação;
- Rede Social: gestão da rede de contactos e apoio às delegações regionais;
- E-learning: criação de conteúdos de apoio à formação dos associados;
- Ticketing: coordenação da rede de apoio aos sócios;
- Geek team: dinamização de grupo de interesse sobre desenvolvimento de programas e tecnologias;
- Sénior team: dinamização de grupo de interesse de técnicos seniores interessados na informática livre;
Apresentação dos Candidatos
Direcção
- Presidente: Rui Seabra
- Vice-Presidente: Anderson Gouveia
- Tesoureiro: Flávio Martins
- Secretário: Carlos Correia
- Vogal: Daniel Leite
Conselho Fiscal
- Presidente: André Esteves
- 1º Secretário: Jaime Villate
- 2º Secretário: Nuno Dantas
Mesa da Assembleia
- Presidente: Júlio Rafael António
- 1º Secretário: Nuno Rua
- 2º Secretário: Paulo Vilela